Está sentindo tremor na pálpebra? Veja o que pode ser e como tratar!

Muitas pessoas já sentiram a pálpebra tremer pelo menos uma vez na vida e, possivelmente, deixaram o sintoma desaparecer, sem procurar um médico para verificar. Apesar de ser um indício de que algo não vai bem no corpo, o tremor na pálpebra é um sinal ignorado por grande parte da população. Alguns acham que é algo normal e não investigam o problema.

O tremor consiste em um espasmo involuntário dos músculos do olho, geralmente unilateral. Costuma durar de um a dois dias, principalmente em casos de estresse e ansiedade, fatores que contribuem para o surgimento do problema. Porém, esse tremor pode indicar distúrbios que vão além do cansaço.

Selecionamos alguns dos principais indícios para você entender quando é hora de procurar um médico. Confira!

Situações de estresse e ansiedade

Quando estamos estressados ou muito ansiosos, o nosso organismo libera hormônios em excesso, como o cortisol. Essas substâncias provocam alterações no corpo e geram estímulos para as pálpebras, resultando em contrações repetitivas e involuntárias do músculo do olho. E, muitas vezes, é durante a fase de cansaço que o consumo da cafeína pode aumentar, agravando o problema.

Isso acontece porque ingerir bastante cafeína também aumenta a produção de cortisol. Então, um quadro que já se manifestaria por si só devido ao estresse, é acentuado por essa substância. Se esse for o seu caso, evite tomar muito café durante o surgimento do tremor na pálpebra. 

Situações de estresse e ansiedade são inevitáveis na vida. Diariamente, precisamos enfrentar conflitos nas relações, excesso de trabalho, falta de tempo para o lazer, problemas financeiros, notícias ruins e tantas outras coisas. Quando não conseguimos lidar com as demandas, nosso corpo começa a mandar cada vez mais sinais. Além do tremor na pálpebra, muitas pessoas também sofrem com enxaqueca, erupções na pele, diarreia e outros sintomas.

Em casos mais extremos, um quadro de estresse pode evoluir para a síndrome do burnout. Burnout significa “queima completa” ou “esgotamento”. Ela atinge pessoas submetidas a altas cargas de pressão por longos períodos, em geral, no trabalho. O indivíduo se sente exausto física e emocionalmente e não consegue se concentrar. A melhor forma de lidar com isso é se afastando do motivo da tensão e procurando ajuda psicológica.

Poucas horas de sono

A privação de sono também é outro fator importante que pode acarretar os movimentos involuntários e incômodos na pálpebra. Se o corpo não estiver bem descansado, os olhos tendem a ficar fatigados e surgem os espasmos. O ideal é dormir de seis a oito horas por noite. Caso você tenha tremedeiras na pálpebra e não esteja dormindo bem por vários dias, esse pode ser o motivo.

Tente manter uma rotina de sono, com horário para dormir e acordar. Planeje-se para começar a se desligar de celulares e computadores pelo menos 1 ou 2 horas antes de deitar. O uso desses aparelhos à noite deixa o sistema nervoso em estado de alerta. Isso acontece porque eles emitem luz azul, um tipo de iluminação artificial que atinge as células da retina e diminui a produção de melatonina (hormônio do sono).

Atualmente existem relógios inteligentes que monitoram a qualidade do sono. Também chamados de smartwatches, esses aparelhos medem os nossos batimentos cardíacos, que tendem a diminuir quando estamos dormindo. Eles também conseguem identificar quando nos movimentamos na cama.

Uso excessivo do computador

Esse é um mal difícil de evitar nos dias de hoje, já que dependemos tanto dele: o computador. Isso acontece porque ficamos várias horas olhando para a tela, com a pálpebra realizando poucos movimentos e piscando menos. Assim, o músculo efetua um esforço muito maior, causando os espasmos de exaustão.

A principal responsável pelo prejuízo na visão com o uso do computador e celular é a luz azul. Felizmente, existem formas de filtrá-la nos aparelhos. Isso vai variar de acordo com cada modelo, mas, em geral é possível fazer isso nas configurações de tela do dispositivo. Algumas opções vão aparecer como “luz noturna”, outras como “modo de leitura” ou “night shift”. Você também pode adquirir protetores de tela que bloqueiam essa luz.

Além de tudo, quem tem “vista cansada” ou presbiopia deve tomar um cuidado especial ao utilizar o computador. Depois dos 40 anos, o cristalino — a “lente” do olho — perde a sua elasticidade natural, dificultando o foco em objetos próximos. Para não sobrecarregá-los, é importante afastar-se da tela de hora em hora, ajustar a iluminação e usar óculos conforme orientação do oftalmologista.

Problemas de visão

Além dos sinais vistos acima, que são mais fáceis de serem resolvidos, há também espasmos que podem ser indícios de algo mais grave, como doenças na visão. A síndrome do olho seco é uma dessas anomalias oculares que acarretam movimentos involuntários na pálpebra. Devido à baixa produção lacrimal, o funcionamento do olho é prejudicado, provocando as contrações.

A miopia, hipermetropia e astigmatismo, quando não corrigidos com o uso de óculos ou lentes, também podem causar tremor na pálpebra. Isso acontece porque os olhos precisam trabalhar mais para ajustar o foco constantemente, chegando à exaustão. Outras doenças oculares podem estar associadas, como a conjuntivite, uveíte e blefarite. Porém, o comum é que elas acompanhem mais sintomas — vermelhidão, coceira e visão embaçada são alguns deles.

Contudo, nem sempre as trepidações nos olhos indicam algo grave. O mais importante é procurar auxílio de um oftalmologista quando você perceber que o espasmo já dura mais de uma semana e notar outros sinais, como pálpebra caída e olhos vermelhos. Se você tem histórico de doenças oculares na família, o ideal é que faça exames preventivos anualmente.

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Publicado em 15/04/2020

Posted in Dicas

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