Olhar Certo / 29/01/2019 / Doenças oculares

Estrabismo: entenda aqui o que é, causas e tratamentos

Embora possa ser motivo de bullying na infância e de estigmatização na vida adulta, o estrabismo não tem nada de engraçado. A alteração visual, que acomete em torno de 3% da população mundial, pode causar sérios impactos psicológicos, sociais e até mesmo a perda da visão.

O que muitos não sabem é que a condição tem cura e, ainda que o tratamento precoce seja sempre a melhor opção, é possível tratá-la mesmo depois de muitos anos convivendo com ela.

Neste post, você vai entender o que é e quais são os tipos de estrabismo, as principais causas e os tratamentos. Acompanhe!

O que é estrabismo?

O estrabismo é um distúrbio visual que envolve uma alteração na habilidade neuromuscular de movimentar os olhos corretamente, gerando o desalinhamento do paralelismo dos olhos — ou seja, eles se movimentam em direções diferentes.

A condição é classificada de acordo com a direção que o olho acometido vira:

  • o giro para dentro, de um ou ambos os olhos, é chamado de esotropia (convergente);
  • o giro para fora é chamado de exotropia (divergente);
  • o giro para cima é chamado de hipertropia;
  • o giro para baixo é chamado hipotropia.

Outras classificações incluem:

  • a frequência com que ocorre: constante ou intermitente;
  • se envolve sempre o mesmo olho: unilateral;
  • se o olho giratório é às vezes o olho direito e outras vezes o olho esquerdo: alternando.

Podemos destacar ainda os três tipos mais frequentes em crianças:

  • esotropia precoce: estrabismo convergente que aparece antes dos 6 meses;
  • esotropia acomodativa: estrabismo convergente associado a graus moderados ou elevados de hipermetropia, que geralmente aparece por volta dos dois anos;
  • exotropia intermitente: estrabismo divergente em que os olhos da criança se desviam na direção do canto externo, geralmente quando está cansada ou distraída, e depois se alinham novamente. Com o passar dos anos, os episódios podem se tornar cada vez mais frequentes.

Quais são as causas?

Os fatores que podem causar o distúrbio visual incluem:

  • genética;
  • erros de refração (hipermetropia não tratada);
  • síndromes neurológicas (sistema nervoso);
  • paralisia cerebral;
  • Síndrome de Down;
  • hidrocefalia;
  • tumores cerebrais;
  • doenças metabólicas (diabetes e distúrbios da tireoide);
  • acidente vascular cerebral;
  • traumatismo craniano.

Quais são as consequências se o quadro não for tratado?

Se o estrabismo se desenvolve na idade adulta, o resultado é uma condição chamada diplopia (percepção de duas imagens do mesmo objeto). No entanto, em uma criança pequena, cujo sistema visual não está totalmente desenvolvido, o cérebro tende a rejeitar a segunda imagem na tentativa de parar o incômodo que a diplopia causa.

A interrupção leva à redução irreversível da visão no olho que não é usado, embora continue saudável. Essa condição é chamada de ambliopia ou “olho preguiçoso”, que pode evoluir para a perda definitiva da visão.

Mas os efeitos do estrabismo não são apenas para a acuidade visual. Pessoas estrábicas são estigmatizadas e sofrem bastante com o bullying e a discriminação. Essas vivências geram um sério impacto psicológico e social e é comum ocorrerem quadros de depressão e baixa autoestima associados ao distúrbio visual.

Como é feito o tratamento?

Quando o distúrbio é diagnosticado e tratado precocemente, as chances de normalização da visão são bastante significativas. A forma de tratamento dependerá da causa e do tipo de estrabismo e inclui:

  • tampão e óculos na infância;
  • aplicação de toxina botulínica;
  • intervenção cirúrgica;
  • óculos com prisma.

Neste post você descobriu que embora o estrabismo gere impactos desagradáveis para as pessoas acometidas, existem diversos tratamentos disponíveis conforme o tipo e a causa da alteração visual.

Ainda, é importante lembrar que quando se trata de saúde, o diagnóstico e o tratamento precoce serão sempre fatores de peso nas chances de cura. Por isso, não deixe de consultar-se regularmente com um oftalmologista e fazer um check-up dos olhos.

Agora que você já sabe a importância da prevenção, saiba mais também sobre o glaucoma, a doença ocular que mais causa cegueira no mundo!

 

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