Descubra aqui quais são os 8 principais sintomas de conjuntivite

Conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva — uma fina membrana que reveste a superfície interna da pálpebra — e a esclera (parte branca do olho). É uma doença ocular bastante comum, especialmente em crianças, que pode afetar um ou ambos os olhos.

Algumas formas da conjuntivite são altamente contagiosas e, embora seja um problema ocular de menor gravidade, às vezes, pode evoluir para um quadro mais sério.

Neste post, vamos entender quais são os principais sintomas de conjuntivite, quais são as causas, os tipos da doença e possíveis tratamentos. Também daremos algumas dicas de como se prevenir. Confira!

Quais são as causas e os tipos de conjuntivite?

Existem três tipos principais de conjuntivite: alérgica, infecciosa e química. Assim, as causas variam de acordo com o tipo da doença.

Conjuntivite infecciosa

A conjuntivite infecciosa, a mais comum, é altamente contagiosa e pode ser transmitida pelo ar, pelo compartilhamento de objetos infectados — como maquiagem, colírio e toalhas — ou ao tocar superfícies infectadas e levar as mãos aos olhos em seguida.

Pode ser caracterizada de quatro formas:

  • conjuntivite bacteriana: é frequentemente causada por bactérias estafilocócicas ou estreptocócicas. O contato com pessoas infectadas, tocar os olhos com as mãos sujas ou usar maquiagem contaminada também pode causar a infecção bacteriana;
  • conjuntivite viral: é mais comumente causada por vírus contagiosos associados ao resfriado comum e pode desenvolver-se pela exposição à tosse ou espirro de alguém com uma infecção do trato respiratório superior;
  • conjuntivite fúngica: causada por fungos, é a mais rara e geralmente ocorre quando os olhos são atingidos por pedaços de madeira contaminados por fungos. Por ser difícil de tratar, a conjuntivite fúngica pode causar complicações na visão;
  • oftalmia neonatal: é uma forma grave de conjuntivite bacteriana cujo contágio ocorre quando um bebê é exposto à clamídia ou gonorreia durante a passagem pelo canal do parto. Pode levar a danos permanentes se não for tratada imediatamente.

Conjuntivite alérgica

A conjuntivite alérgica — não contagiosa — ocorre quando uma pessoa entra em contato com alguma substância que desencadeia uma reação alérgica nos olhos. Há três subtipos de conjuntivite alérgica:

  • sazonal: ocorre mais comumente entre pessoas que já têm alergias sazonais;
  • ceratoconjuntivite atópica: associada à dermatite atópica;
  • conjuntivite papilar gigante: causada pela presença crônica de um corpo estranho no olho. Pessoas que usam lentes de contato e não fazem a substituição com frequência têm maior probabilidade de desenvolver essa forma de conjuntivite.

Conjuntivite química

Não contagiosa, é causada por substâncias irritantes, como produtos químicos e de limpeza, inseticida, venenos agrícolas, cloro em piscinas e exposição a outras substâncias químicas tóxicas.

Quais são os sintomas da conjuntivite?

Embora cada tipo seja causado por diferentes fatores e precise de tratamentos específicos, os sintomas de conjuntivite, geralmente, são os mesmos. Confira os 8 mais frequentes:

  1. vermelhidão e olhos lacrimejantes;
  2. inchaço da conjuntiva (fina camada que reveste a parte branca do olho e o interior da pálpebra) e/ou das pálpebras;
  3. sensação incômoda, como se houvesse areia nos olhos;
  4. coceira, irritação e/ou queimação;
  5. secreção purulenta (conjuntivite bacteriana);
  6. visão embaçada;
  7. secreção esbranquiçada (conjuntivite viral);
  8. crostas secas de secreção nas pálpebras ou dificuldade em abrir os olhos pela manhã.

Como evitar a conjuntivite?

Existem pessoas que vivem mais suscetíveis a contrair conjuntivite. Entre elas, estão os alérgicos, moradores de locais de clima seco e trabalhadores que manipulam produtos químicos e tóxicos. Neste último caso, o uso de equipamentos de proteção individual é essencial. Nas outras situações, algumas medidas simples de higiene fazem toda a diferença. Veja a seguir quais são elas.

Lave as mãos constantemente

No nosso cotidiano, transitamos por locais de muita circulação de pessoas. Ônibus, salas de espera, áreas comuns de condomínio, elevadores, entre outros. A conjuntivite e demais doenças infecciosas são transmitidas justamente nesse tipo de ambiente. Sempre que puder, lave as mãos com água e sabão. Ou, por via das dúvidas, leve um tubo de álcool em gel com você (ótima prática em tempos de pandemia).

Evite tocar os olhos

Às vezes, quando não estamos em casa, não dispomos de um lavatório para manter as nossas mãos higienizadas. Além do ar, elas são os principais vetores de sujeira, bactérias e vírus para os nossos olhos. Por isso, na dúvida, não os toque nem coce.

Não compartilhe objetos de uso pessoal

Não utilize toalhas de rosto, lentes de contato, maquiagens, colírios e pomadas de outras pessoas, e não compartilhe os seus. Assim como as mãos, esses objetos entram em contato com os olhos e podem se contaminar com sujeiras e micro-organismos.

Mantenha a distância de pessoas com suspeita de conjuntivite

As conjuntivites alérgica e química não são contagiosas. Porém, a versão infecciosa — causada por vírus, bactérias ou fungos — é altamente transmissível. Por isso, se não houver como saber de que forma a pessoa contraiu a doença, mantenha a distância. Lembrando, também, que não se deve compartilhar objetos de uso pessoal com essas pessoas.

Quais as complicações possíveis da conjuntivite?

A conjuntivite, à primeira vista, parece uma doença simples e de fácil tratamento. Porém, dependendo do tipo de contágio e dos cuidados realizados, pode haver complicações sérias. Algumas delas são a úlcera de córnea, a ceratite e o ceratocone. Tudo isso pode levar ao surgimento de cicatrizes que prejudicam a visão. Dependendo do caso, é possível reverter com o tratamento adequado.

Para evitar esse tipo de problema, ao menor sinal de conjuntivite, suspenda o uso de lentes de contato, evite tocar os olhos e não vá em aglomerações. A piscina também não é recomendada. Além de ser um meio de transmissão, o cloro pode agredir ainda mais os olhos, causando irritações severas.

Além de tudo, não se automedique em hipótese alguma. Alguns tipos de colírios, como os corticoides, podem agravar a doença e abrir caminho para outras infecções. Busque sempre a opinião de um bom oftalmologista. Somente esse profissional poderá fazer a prescrição correta.

Como é feito o tratamento?

O diagnóstico — realizado por um oftalmologista — indicará o tratamento adequado de acordo com a origem da doença, que pode envolver medicamentos anti-inflamatórios não esteroides, antibióticos, anti-histamínicos e colírios lubrificantes.

É importante se consultar com um oftalmologista ao menor sinal de algum dos sintomas de conjuntivite aqui descritos, já que apenas um especialista poderá identificar a origem e o tratamento indicado, que pode incluir o uso de antibióticos e afastamento das atividades rotineiras para evitar o contágio.

Outras formas de aliviar o desconforto são a lavagem com soro fisiológico gelado e a aplicação de compressas frias. Em geral, a doença regride sozinha em 1 ou 2 semanas. Durante esse período, deve-se suspender o uso de lentes de contato, usar toalhas de rosto limpas, trocar as fronhas do travesseiro com frequência e não coçar os olhos.

Neste post, vimos que a conjuntivite pode ser de origem infecciosa, alérgica ou química. Embora o tratamento varie de acordo com a origem da doença, os sintomas de conjuntivite, geralmente, são os mesmos: vermelhidão, secreção intensa que forma crostas ao redor das pálpebras pela manhã, coceira, sensação de areia nos olhos e visão embaçada.

A conjuntivite é facilmente diagnosticada, já que os sintomas são bastante característicos da doença. Entretanto, consultas regulares com um oftalmologista são altamente recomendáveis, uma vez que algumas doenças graves, como o glaucoma, raramente geram quaisquer sintomas.

Não deixe de marcar a sua consulta com um de nossos profissionais. Estamos prontos para atender você e tirar todas as suas dúvidas!


Publicado em 22/09/2019

Posted in Doenças oculares

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