Olhar Certo / 20/09/2019 / Doenças oculares

Confira os sintomas do ceratocone e seus tratamentos

Muitas doenças oculares surgem com o avanço da idade, como o glaucoma e a catarata. Entretanto, há distúrbios que podem atingir os grupos mais jovens, como é o caso do ceratocone. Como os primeiros sintomas da doença aparecem nas fases importantes da vida, como escola, vestibular e primeiro emprego, é preciso procurar um oftalmologista e, se for indicado por ele, incluir um exame para ceratocone em seu check-up oftalmológico

Mesmo sendo uma doença genética rara, o ceratocone é uma enfermidade que pode ser tratada. Quanto mais rapidamente é diagnosticado o problema, melhores os resultados das ações para amenizar os principais sintomas e restabelecer a visão.

Quer saber mais sobre essa doença da visão? Confira a seguir o que é, quais os tratamentos, as causas, os sintomas e os exames que ajudam a identificar o ceratocone. Continue com a gente!

O que é o ceratocone?

Antes de falarmos sobre a doença, precisamos falar sobre a córnea, uma área fina e transparente que recobre toda a parte da frente do globo ocular. Ela funciona como uma lente natural e ajuda a orientar o caminho feito pela luz que entra no olho e que vai ajudar a formar as imagens.

Uma córnea normal apresenta formato esférico e bem regular, já a córnea com ceratocone tem alterações em sua transparência e curvatura, adquirindo a aparência de um cone — daí o nome da doença — provocando uma saliência projetada para frente.

Assim, o ceratocone acaba comprometendo a visão, impedindo a formação de imagens nítidas na retina. A doença também é conhecida como distrofia contínua e progressiva, pois os primeiros sintomas da doença costumam surgir na entre os 10 e 25 anos, podendo evoluir continua e gradativamente até os 40 anos.

Quais são os principais sintomas do ceratocone?

O ceratocone costuma afetar os dois olhos, mas os sintomas podem diferir em cada olho. Nos estágios iniciais, esses sintomas incluem:

·         leve embaçamento da visão, tanto para perto quanto para longe;

·         perda progressiva da visão;

·         visão dupla ou de várias imagens ao mesmo tempo (polioplia);

·         aumento da sensibilidade à luz e ao brilho;

·         visão ligeiramente distorcida, onde as linhas retas parecem dobradas ou onduladas;

·         vermelhidão e inchaço nos olhos;

·         problemas para enxergar à noite e formação de anéis ao redor das fontes de iluminação.

Em estágios posteriores, há um agravamento dos sintomas iniciais. Também surgem outras complicações como o recuo da pálpebra inferior, quando a pessoa olha para baixo.

Além disso, há uma perda aguda da visão. Por isso, muitos pacientes com miopia e astigmatismo, e que têm ceratocone, precisam frequentemente de novos óculos com graus maiores. A dificuldade de adaptação às lentes de contato que não se encaixam corretamente ou ficam desconfortáveis, é mais um sintoma que pode levar ao diagnóstico de ceratocone.

Quais são as causas da doença?

O ceratocone tem caráter hereditário, sendo uma doença genética rara. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a ocorrência do distúrbio varia entre 4 e 600 casos por 100 mil indivíduos. Contudo, inúmeros fatores contribuem para a perda dos elementos naturais que compõem a córnea.

Como exemplo estão, a diminuição da produção de colágeno até o fato de esfregar os olhos com muita frequência, já que esse hábito pode alterar o formato da córnea. Por isso, pessoas alérgicas e que têm muita coceira nos olhos e no nariz aumentam o risco da doença, caso já tenha predisposição. A enfermidade também pode estar associada à síndrome de Down e outras doenças sistêmicas. 

Quais são os 4 tratamentos para ceratocone?

O ceratocone geralmente não leva à cegueira, mas o diagnóstico precoce é fundamental para não agravar o problema e nem as chances de tratamento para enxergar melhor. Os tratamentos dependem de cada paciente e podem envolver o uso de uma única técnica ou a combinação de duas delas. Conheça a seguir os procedimentos mais utilizados.

1. Lentes de contato

No estágio inicial, o uso de óculos pode ajudar a corrigir o problema, recuperando a acuidade visual. Se evoluir, a doença pode ser tratada com lentes de contato corretivas, que ajustam a superfície da córnea e auxiliam na correção da deformação.

2. Crosslinking

O crosslinking é uma intervenção utilizada para fortalecer as moléculas de colágeno da córnea. O procedimento atua como um tipo um cimento na córnea, tornando-a mais resistente, impedindo que ela continue se curvando.

3. Implante de anéis intracorneanos

Nas fases mais avançadas da doença, em que os primeiros tratamentos não são suficientes para corrigir o problema, pode ser utilizado o implante de anéis intracorneanos. Nesse procedimento, é implantada uma prótese de acrílico no meio da córnea, para regular a curvatura dessa estrutura.

4. Transplante de córnea

Em casos raros e mais graves em que não é possível o implante do anel intracorneano, quando há cicatrizes e curvaturas muito elevadas na córnea ou afinamentos na estrutura é recomendado o transplante de córnea.

Quais são os exames para diagnosticar o ceratocone?

O diagnóstico considera o histórico clínico do paciente, feito pelo oftalmologista com o auxílio de exames complementares. Felizmente, existem aparelhos que ajudam a identificação do ceratocone ainda nos estágios iniciais, quando o paciente não apresenta sintomas mais graves. Veja alguns dos tipos de exame para ceratocone. Esses exames duram, em média, 15 minutos e normalmente não causam maiores incômodos.

Aberrometria

A aberrometria é um exame que permite identificar as aberrações ou distorções que podem afetar a qualidade da visão percebida pelo paciente. Esse exame computadorizado permite a detecção de distorções que aparecem no sistema óptico de uma pessoa portadora de ceratocone e que levam a formação de múltiplas imagens, por exemplo.

Topografia Computadorizada da Córnea

É um dos exames fundamentais para o diagnóstico e acompanhamento da doença.

Paquimetria

Por meio de um ultrassom (paquímetro ultrassônico) ou de forma óptica (paquímetro óptico), realizam a medição da espessura da córnea. A paquimetria também é utilizada para o diagnóstico de outras alterações oculares, como o glaucoma.

Esses exames permitem medir o grau de curvatura, espessura e irregularidade da córnea. Por isso, é importante consultar frequentemente um médico oftalmologista garantindo a prevenção e detecção precoce do ceratocone e de doenças oculares.

Você já conhece as clínicas Olhar Certo? Elas são centros oftalmológicos criados com o objetivo de oferecer a você o acesso aos melhores tratamentos oculares e prevenção de doenças. Para isso, contamos com uma equipe médica qualificada e altamente especializada, além dos equipamentos mais modernos da oftalmologia.

O exame para ceratocone pode ser fundamental para o diagnóstico rápido e preciso da doença. Fique atento aos principais sintomas, especialmente se já houver um caso da doença na família e procure imediatamente o oftalmologista.

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